5 Razões para se optar pela modéstia

A modéstia deveria ser uma busca a todas as mulheres. Quando se fala de modéstia podemos pensar que ela é apenas vivida por moças cristãs. Não! O site Modéstia e Pudor faz um convite para que as mulheres se comportem de forma modesta no agir e vestir!

1. O QUE MOSTRAMOS É O QUE ELES VÊEM

Toda mulher aprecia um rapaz bondoso, educado, cavalheiro e de boa conduta. Mas o que estão as mulheres fazendo por merecerem tais rapazes? Não faz sentido esperarmos “príncipes” se não nos comportamos como “princesas”. Nossa conduta e nossas vestes nos traduzem; elas são os sinais exteriores daquilo que guarda o interior. Portanto, se sua linguagem é recheada de palavras baixas, se não consegue ter uma conversa decente com alguém sobre um assunto enriquecedor, se suas roupas estão mais para mostrar aquilo que seu corpo é do que aquilo que você traz dentro de si enquanto valor, então não pode exigir que alguém lhe veja como uma mulher virtuosa! O mundo vê aquilo que você mostra a ele! Preserve-se e mostre-se verdadeiramente, muito mais do que aparência. Caso contrário o que será visto é o pouco que você mostra.

2. A MODÉSTIA É UMA PROVA DE AMOR

Sim, a maior prova de amor que você pode dar a seu namorado, esposo, amigos e todos os homens é se vestir de forma modesta. Uma mulher íntegra não quer jamais ser vista por alguém como coisa e objeto de desejo. Está comprovado que quando homens veem mulheres com pouca roupa o cérebro deles se comporta como se estivessem vendo um objeto qualquer – a mulher imodesta vira objeto. Se você ama seu namorado e seus amigos sabe que faria de tudo para o bem deles. Então, saiba que comportar-se de forma modesta os ajuda, e muito, a serem rapazes também mais virtuosos, a respeitarem as mulheres (todas, não apenas você) e a buscarem ter condutas que honrem estar próximos daquela mulher que ali está.Prove seu amor! Vista-se modestamente e seja vista!

3. O DIFERENTE ATRAI OLHARES BONDOSOS

Na sociedade de hoje, cobrir o corpo, usar saia e andar modesta é ser diferente. Muitas mulheres optam por chamarem a atenção dos outros usando a moda que a mídia traz para atrair holofotes. Porém todas elas não passam de mulheres comuns dentro da sociedade – que já está toda ela querendo holofotes. Além do mais, que tipo de olhar acham que estas mulheres atraem? Seja diferente! Experimente andar de forma modesta, uma saia longa e blusa sem decote, para analisar os olhares que serão voltados à você. Nós, mulheres, conseguimos traduzir o olhar de um homem. Faça esta experiência! Descubra que a feminilidade tem um brilho a mais! Quando nos vestimos de forma modesta despertamos no outro a curiosidade em saber o que há de rico e belo em nós. Mostremos que somos mulheres de fato!
4. CONFORTO E AGILIDADE AO SE VESTIR

Não há fundamento no argumento “calça é mais prático”. Não vou aqui falar que é pecado e sempre imodesto usar calça (pois isso sim não teria fundamento teológico), mas sejamos sinceras de que a beleza da saia é inigualável e muito mais feminina quando comparada à calça. Um vestido é apenas uma peça e muito elegante. Só isto já deveria ser um atrativo para que as mulheres optassem por elas. Mas a agilidade e conforto das saias é muito maior. Uma saia é muito mais prática de vestir do que uma calça! Ao sentar, ficamos mais confortáveis também! Quanto a valores, você pode optar, na próxima compra, por uma saia modesta. Elas são os mesmos valores das calças de hoje em dia. Pesquise sites na internet e descubra um belo mundo modesto e acessível a quem queira.

5. ELEGÂNCIA COM POUCO

“Você está sempre elegante” – esta frase é bastante ouvida por quem se veste de forma modesta. Um shorts curto, calça jeans e regata, não deixam a mulher elegante. No lugar destas peças, pode-se optar por algo modesto e feminino. Uma simples saia e blusa nos deixa mais femininas, elegantes, mesmo no dia a dia.

 

Fonte: http://www.modestiaepudor.com

5 conselhos para uma intimidade sexual duradoura no matrimônio

Uma vida sexual plena e satisfatória vai muito além do físico

A aliança de noivado já está no dedo, a igreja e o local da festa já foram escolhidos, é preciso provar vestidos, degustar bolos, mandar convites, pensar nos membros da família que vão se encontrar e um looooongo etcétera. Mas…

E se nos concentrássemos mais no relacionamento do que nos detalhes externos?

Muitos especialistas em relacionamento matrimonial dizem que há bons motivos para se ressaltar um “novo” ponto-chave no planejamento do casamento: a conversa clara sobre a própria visão do matrimônio como união verdadeiramente sólida, satisfatória e íntima, inclusive sexualmente. “Você não pode ter uma boa sexualidade no matrimônio sem uma sólida base emotiva”, afirma a terapeuta especializada em casamento e família Jennine Estes, de San Diego, EUA.

Aqui vão 5 sugestões, de profissionais que trabalham todos os dias com casais, para assegurar que a intimidade matrimonial seja plena:

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1 – Não tenham medo de recorrer a especialistas em relacionamento matrimonial

“O casal deve programar um assessoramento pré-matrimonial”, recomenda o doutor Dale Keeton, assessor cristão de casais e famílias em Washington. Para ele, aliás, um bom presente aos noivos poderia ser a assessoria ou um retiro pré-matrimonial. E opina: “É curioso que um casal gaste dezenas de milhares de reais em aspectos externos do casamento e não queira gastar 500 ou 1.000 reais numa ajuda para desenvolver um relacionamento sadio”.

A assessora Nancy Piña, também norte-americana, diz que, antes do casamento, é fundamental encarar os desafios específicos de experiências pessoais passadas. “Embarcar no casamento com fortes barreiras na intimidade é injusto para o futuro cônjuge e, no futuro, provocará tensão”.

Um bom conselheiro matrimonial terá as ferramentas adequadas para abordar questões capazes de influenciar a vida matrimonial de um casal, como traumas do passado, complexos ligados à imagem corporal, dependências… “Algumas questões fundamentais, como o medo da intimidade e a dependência da pornografia, exigem uma plena compreensão e uma clara expectativa do quanto isso pode interferir no matrimônio”, observa Mike Hattabaugh, também especialista em relações matrimoniais, escritor e professor de comunicação. “Quanto mais abertos forem os noivos antes do sim, mais serão capazes de resolver os problemas”.

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2 – Procurem também os conselhos de um casal feliz

Durante milênios, os casais jovens consultaram casais unidos há muito mais tempo a fim de pedir conselhos para um matrimônio feliz – abrangendo todos os aspectos da vida, inclusive a intimidade física.

Obviamente, é necessário um grau maduro de abertura e confiança para compartilhar aspectos profundamente pessoais de uma relação, como a sexualidade e as questões emotivas que influenciam o casal no curso dos anos. Mas há casais unidos há anos que estão dispostos a compartilhar como conseguiram o sucesso e a felicidade no seu relacionamento.

“A realidade é que a maior parte dos casais não sabe como funcionará o sexo no seu relacionamento”, diz Mike Hattabaugh. “Outro casal pode ajudar a enxergar que o sexo é uma parte belíssima do matrimônio”, indo além dos aspectos meramente físicos e aprofundando na afetividade e na cumplicidade envolvidas na relação.

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3 – Esqueçam o que a sociedade impõe

Nossa sociedade está saturada de sexo. Ela simplesmente não apoia quase nada daquilo que torna um casamento realmente sadio e feliz.

Os conselhos que encontramos em revistas dissipam boa parte do “mistério da intimidade física” e promovem ideias fúteis e superficiais sobre o sexo, focando principalmente em “técnicas físicas” e “dicas eróticas”, quando, na realidade, “é o aprofundamento da intimidade e da ‘amizade’ do casal o que eleva o nível de satisfação mais que qualquer outra coisa”, afirma Nancy Piña.

Mike Hattabaugh complementa que a mídia impõe expectativas irreais sobre a intimidade sexual. “A nossa cultura transformou o ato sexual numa ‘atuação’. Temos expectativas irreais sobre as posições sexuais, sobre a duração, e muitas ideias falsas sobre o que seria ‘um bom sexo’. Quanto menos vocês derem bola para essas expectativas exteriores, melhor”.

E isto nos leva ao que os especialistas consideram o mais importante quando se fala em relacionamento sexualmente satisfatório no matrimônio:

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4 – Concentrem-se na sua conexão emotiva e espiritual

Renunciar ao sexo antes do matrimônio é visto por muitos como coisa antiquado e até absurda. Muitas pessoas pensam que fazer sexo ajuda a conhecer melhor o futuro cônjuge antes de se comprometer para toda a vida, mas há um aspecto do que se fala pouco ou nada: a sabedoria psicológica da espera. E ela não tem nada a ver com convicções religiosas ou valores pessoais e culturais.

“Quando nos concentramos muito no sexo, como acontece na maior parte dos novos relacionamentos, o conhecimento recíproco é inferior. E muitos se casam sem conhecer as necessidades e os desejos recíprocos no nível emotivo”, que é muito mais abrangente e profundo que o nível meramente físico, afirma Nancy Piña. “Agora, quando o foco não fica apenas no sexo, os casais podem se beneficiar muito com a descoberta da sua verdadeira compatibilidade além da relação física. E é isso o que determina se a sua relação se baseia no amor ou só no desejo”.

Uma intimidade que dure a vida toda tem pouco a ver com o sexo em si. Tem a ver com a vinculação emotiva e espiritual, que deve começar no namoro.

“Compreender como o futuro cônjuge processa as informações e chega às conclusões relacionadas com a vida cotidiana é um marco essencial da compatibilidade, já que a incompatibilidade neste aspecto criará frustração”.

O período de namoro é crucial para que o casal se concentre no seu desenvolvimento espiritual. Construir uma forte intimidade emocional e espiritual pode levar a uma união sólida e duradoura.

Para a doutora Nancy Piña, “explorar a verdadeira profundidade da fé do cônjuge, das suas convicções, é um elemento fundamental para dar solidez ao vínculo matrimonial. Um casamento de sucesso se baseia na preparação e no compromisso para enfrentar as circunstâncias da vida juntos”.

Mike Hattabaugh e outros consultores especializados consideram que a abstinência sexual durante o namoro é um modo de reforçar o matrimônio. “Desviar a atenção do sexo permite falar de outros aspectos importantes da relação e da vida futura juntos, o que pode tornar o matrimônio muito sólido”.

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5 – Abordem o assunto com atitude adequada

Os recém-casados devem planejar uma relação satisfatória nos níveis emotivo e físico.

“É muito fácil cair na rotina, permitindo que as exigências do trabalho, dos filhos e da vida cotidiana coloquem a expressão física do amor no último lugar da lista de prioridades”, observa Nancy Piña.

Um modo de manter a intimidade no centro do matrimônio é começar a própria união com um forte sistema de valores e um claro senso de prioridades. “A relação mais importante, depois da relação com Deus, é a relação com o cônjuge. Deus nos criou para expressar o amor no nível físico e emotivo, e é esse o nível de proximidade que os casais atingem para reforçar a sua unidade”.

“Você se casa, é claro, com um ‘marido’ ou com uma ‘esposa’, mas, antes ainda, com uma pessoa”, recuerda Hattabaugh. “As ideias dessa pessoa serão diferentes das nossas. Podemos descobrir que os estereótipos do matrimônio não se aplicam à nossa relação”.

Por isso mesmo, não existe uma receita passo-a-passo para um matrimônio profundamente satisfatório: cada pessoa é única e tem uma situação única. Os casais precisam entender esta realidade e lidar com ela com paciência.

“Provavelmente, um dos cônjuges terá um nível de desejo sexual mais alto que o outro”, observa Hattabaugh. “Poderá haver limites que não podem ser ultrapassados. Esses limites podem mudar com o tempo, mas tudo isso exige que se cuide muito bem da relação”.

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Em fevereiro de 2014, o Papa Francisco falou aos noivos presentes na Praça de São Pedro. Um casal lhe perguntou como amar-se melhor no matrimônio e o pontífice respondeu com sugestões sobre o respeito mútuo que parecem banais, mas, por isso mesmo, são esquecidas com enorme frequência – e fazem muita falta: “Digam ‘obrigado’ e ‘me perdoa’”.

Viver juntos é uma arte, um caminho paciente, belo e fascinante. Um caminho que não termina quando os noivos se transformam em marido e mulher – mas que recomeça precisamente nessa hora.

 

Fonte: http://pt.aleteia.org/

Grupo de médicos dos EUA emitem declaração sobre a Ideologia de Gênero

Uma associação de pediatras dos Estados Unidos declarou, no último dia 21 de março e, atualizado com esclarecimentos sobre 06 de abril de 2016, através de seu site na Internet, que “a ideologia de gênero é nociva às crianças” e que “todos nascemos com um sexo biológico”, sendo os fatos, e não uma ideologia, que determinam a realidade.

A declaração da American College of Pediatricians expõe 8 razões para os “educadores e legisladores rejeitarem todas as políticas que condicionem as crianças a aceitarem” a teoria de gênero. A iniciativa dos médicos se soma a inúmeras outras, provindas das mais diversas áreas de informação, para conter o que o Papa Francisco chamou de “colonização ideológica”. Em 2010, por exemplo, um importante documentário conseguiu desmontar, pelo menos em parte, a estrutura universitária que financiava essa ideologia na Noruega. O programa trouxe o parecer de vários especialistas, dos mais diversos campos científicos, que expuseram a farsa da teoria de gênero. Agora, a medicina vem respaldar mais uma vez a verdade sobre a família.

A íntegra da nota escrita pelos pediatras norte-americanos pode ser lida a seguir.

A Associação Americana de Pediatras urge educadores e legisladores a rejeitarem todas as políticas que condicionem as crianças a aceitarem como normal uma vida de personificação química e cirúrgica do sexo oposto. Fatos, não ideologia, determinam a realidade.

  1. A sexualidade humana é um traço biológico binário objetivo: “XY” e “XX” são marcadores genéticos de saúde, não de um distúrbio. A norma para o design humano é ser concebido ou como macho ou como fêmea. A sexualidade humana é binária por design, com o óbvio propósito da reprodução e florescimento de nossa espécie. Esse princípio é auto-evidente. Os transtornos extremamente raros de diferenciação sexual (DDSs) — inclusive, mas não apenas, a feminização testicular e hiperplasia adrenal congênita — são todos desvios medicamente identificáveis da norma binária sexual, e são justamente reconhecidos como distúrbios do design humano. Indivíduos com DDSs não constituem um terceiro sexo.
  2. Ninguém nasce com um gênero. Todos nascem com um sexo biológico. Gênero (uma consciência e percepção de si mesmo como homem ou mulher) é um conceito sociológico e psicológico, não um conceito biológico objetivo. Ninguém nasce com uma consciência de si mesmo como masculino ou feminino; essa consciência se desenvolve ao longo do tempo e, como todos os processos de desenvolvimento, pode ser descarrilada por percepções subjetivas, relacionamentos e experiências adversas da criança, desde a infância. Pessoas que se identificam como “se sentindo do sexo oposto” ou “em algum lugar entre os dois sexos” não compreendem um terceiro sexo. Elas permanecem homens biológicos ou mulheres biológicas.
  1. A crença de uma pessoa, que ele ou ela é algo que não é, trata-se, na melhor das hipóteses, de um sinal de pensamento confuso. Quando um menino biologicamente saudável acredita que é uma menina, ou uma menina biologicamente saudável acredita que é um menino, um problema psicológico objetivo existe, que está na mente, não no corpo, e deve ser tratado como tal. Essas crianças sofrem de disforia de gênero (DG). Disforia de gênero, anteriormente chamada de transtorno de identidade de gênero (TIG), é um transtorno mental reconhecido pela mais recente edição do Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-V). As teorias psicodinâmicas e sociais de DG/TIG nunca foram refutadas.
  1. A puberdade não é uma doença e hormônios que bloqueiam a puberdade podem ser perigosos. Reversíveis ou não, hormônios que bloqueiam a puberdade induzem a um estado doentio — a ausência de puberdade — e inibem o crescimento e a fertilidade em uma criança até então biologicamente saudável.
  1. De acordo com o DSM-V, cerca de 98% de meninos e 88% de meninas confusas com o próprio gênero aceitam seu sexo biológico depois de passarem naturalmente pela puberdade.
  1. Crianças que usam bloqueadores da puberdade para personificar o sexo oposto vão requerer hormônios do outro sexo no fim da adolescência. Esses hormônios (testosterona e estrogênio) estão associados com riscos à saúde, inclusive, mas não apenas, aumento da pressão arterial, formação de coágulos sanguíneos, acidente vascular cerebral e câncer.
  1. Taxas de suicídio são vinte vezes maiores entre adultos que usam hormônios do sexo oposto e se submetem à cirurgia de mudança de sexo, mesmo na Suécia, que está entre os países mais afirmativos em relação aos LGBQT. Que pessoa compassiva e razoável seria capaz de condenar jovens crianças a este destino, sabendo que após a puberdade cerca de 88% das meninas e 98% dos meninos vão acabar aceitando a realidade e atingindo um estado de saúde física e mental?
  1. Condicionar crianças a acreditar que uma vida inteira de personificação química e cirúrgica do sexo oposto é normal e saudável, é abuso infantil. Endossar discordância de gênero como normal através da rede pública de educação e de políticas legais irá confundir as crianças e os pais, levando mais crianças a serem apresentadas às “clínicas de gênero”, onde lhes serão dados medicamentos bloqueadores da puberdade. Isso, por sua vez, praticamente garante que eles vão “escolher” uma vida inteira de hormônios cancerígenos e tóxicos do sexo oposto, além de levar em conta a possibilidade da mutilação cirúrgica desnecessária de partes saudáveis do seu corpo quando forem jovens adultos.

 

Michelle A. Cretella, M.D.
Presidente da Associação Americana de Pediatras

Quentin Van Meter, M.D.
Vice-Presidente da Associação Americana de Pediatras
Endocrinologista Pediátrico

Paul McHugh, M.D.
Professor Universitário de Psiquiatria da Universidade Johns Hopkins Medical School, detentor de medalha de distinguidos serviços prestados e ex-psiquiatra

 

Fonte: http://www.acpeds.org/the-college-speaks/position-statements/gender-ideology-harms-children
Tradução encontrada em: http://www.avozdocidadao.com.br/agentesdecidadania/saude-publica-associacao-americana-de-pediatras-fulmina-ideologia-de-genero/

O CASAMENTO ESTÁ EM CRISE?

O casamento parece ter fracassado para o homem e a mulher modernos. Diante dele, sentem-se inseguros e até desiludidos, como se evidencia no rápido crescimento do número de divórcios em todo o mundo ocidental. (…) o divórcio passou a ser uma característica das assim chamadas sociedades progressivas. No entanto, só se pode considerar o divórcio como um “progresso” na medida em que as pessoas sintam que o seu casamento tem probabilidades de fracassar; é como quando se fazem compras: só se quer saber se há garantias de devolução do dinheiro quando se receia não ficar satisfeito com a mercadoria comprada. Não há como fugir a esta comparação: um mundo que começa a acreditar no divórcio começa a desacreditar do casamento.

É NATURAL QUE O CASAMENTO FRACASSE?

O casamento é, obviamente, uma das tendências mais naturais da natureza humana. Ora, se é assim, parece difícil imaginar que, em circunstancias normais, seja natural que o casamento fracasse. Se tantos casamentos fracassam hoje em dia, talvez seja porque as circunstancias que cercam o matrimônio já não são normais. Ao invés de o casamento estar fracassando para o homem, não será o homem que vem fracassando em relação ao casamento? Não será que o erro, ao invés de residir no casamento, reside no homem moderno, e mais especialmente no modo como ele encara o casamento? Inclino-me a pensar que sim, porque me parece que há pelo menos três pontos principais em que o homem encara mal o casamento [examinemos cada um destes pontos mais de perto]:

  • 1) O homem moderno tende a “deificar” o amor humano, esperando dele o que – como qualquer cristão sabe – só Deus pode dar;

A principal esperança do homem é ser feliz. O ser humano foi feito para a felicidade e procura-a necessariamente. Mas somente encontrará frustração se procurar a felicidade onde ela não estiver…; ou se procurar uma felicidade ilimitada onde não houver senão felicidade limitada…; ou se procurar a felicidade onde ela se encontra, mas não do modo como se pode encontrá-la…

A felicidade pode ser encontrada no casamento, mas não de um modo ilimitado; pedir ao casamento uma felicidade perfeita é pedir demais. Mesmo o casamento, que dentre todas as coisas humanas é a que promete mais felicidade e é capaz de dá-la, conseguirá satisfazer seu desejo [do ilimitado]*. Quem tiver presente esta realidade, procurará a felicidade no casamento, mas não esperará uma felicidade perfeita, pois sabe que seria pedir-lhe o que ele não pode dar. [É como que]* quando se põe demasiada pressão numa caldeira, esta acaba por explodir; quando se exige demais do casamento, este entra em colapso. Muitos divórcios de hoje encontram aqui a sua explicação.

  • 2) Tende também a inverter a ordem de prioridades quanto aos fins do casamento, ou seja, pensa que o casamento existe em primeiro lugar para exprimir o amor e desfrutar dele, e só em segundo lugar (quando muito) para ter filhos.

A segunda razão pela qual o casamento muitas vezes não dá certo hoje em dia é a tendência do homem moderno de criar uma nova ordem de prioridades quanto aos fins do casamento, convertendo o amor mútuo no principal objetivo ou mesmo no objetivo total e único do casamento. Ao mesmo tempo, reduz-se a possibilidade de ter filhos – um ou dois filhos – a uma simples circunstância; a maioria dos casais quererá tê-los como parte da sua auto-realização, ao passo que outros, de modo igualmente legítimo, talvez prefiram um ou dois carros, uma ou duas casas…

Para muitas pessoas de hoje, os filhos desempenham no casamento o mesmo papel que os assessórios num automóvel: são “opcionais”. Inclua-os, se você gosta deles ou pode arcar com o gasto. Caso contrário, o casamento – como o automóvel – “funcionará” perfeitamente sem eles. A exclusão deliberada dos filhos, porém, quer seja total, quer parcial, leva necessariamente qualquer casamento a “funcionar” muito mal.

  • 3) Tente ainda a encontrar oposição entre esses dois fins, em lugar de vê-los como complementares.

Sem dúvida, o principal motivo que leva a maioria das pessoas a casar-se é o amor: “Por que quero casar-me com essa pessoa e não com outra? Porque a amo”. Isto é evidente. Normalmente ter filhos, conta, quando muito, como motivo secundário, e hoje em dia, e em muitos casos, nem sequer chega a apresentar-se como motivo.

Não é errado casar-se por amor, como não o é esperar felicidade do casamento. Mas as pessoas podem enganar-se se fizerem depender todas as suas esperanças de felicidade no casamento de um único fato – o amor mútuo –, quando a própria natureza determinou que a felicidade no casamento proviesse da delicada e exigente interação de dois fatores: amor e filhos. Em outras palavras, as pessoas podem enganar-se ou fracassar por não terem compreendido como o casamento deve “funcionar”, por não terem entendido o mecanismo pelo qual ele realiza todas as suas possibilidades, entre elas a de trazer [filhos e]* felicidade.

Afinal de contas, uma coisa são os motivos para casar-se, e outra bem diferente é o modo como o casamento traz felicidade. [Por que] o amor no casamento não está destinado a permanecer como amor entre duas pessoas. Provavelmente nem sequer sobreviverá, se não passar esse estágio. A sua vocação natural é expandir-se, estender-se, incluir cada vez mais elementos. O amor conjugal está na verdade projetado para se tornar amor familiar; está destinado a crescer e, nesse crescimento, a incluir e acolher outros seres humanos, que serão precisamente o fruto desse amor.

 

Fonte: Extraído e adaptado do livro: Amor e Casamento de Cormac Burke, sacerdote, doutor e professor de Teologia Moral.  Sobre o livro: Editora Quadrante, São Paulo, 1991.
* Grifo nosso.

 

MEIOS PARA VIVER A CASTIDADE

Conselhos de um padre sobre os meios naturais e sobrenaturais para viver a castidade (ou para recuperá-la depois de havê-la perdido). Alguns dos meios que indicarei são assinalados pelo Papa Pio XII em sua formosa Encíclica Sacra Virginitas, nn. 34-35).

A) Os meios naturais para defender a castidade

1º Manter-se perfeitamente tranquilo diante das tentações.

“Sentir a tentação não significa consentir a ela”. Terá que ter uma consciência clara a respeito; em nada ajuda uma consciência escrupulosa, assim como tampouco o faz uma consciência surda à voz divina que soa dentro dela. Junto com isto terá que ter a segurança de que toda tentação pode ser vencida.

2º Vigiar e fazer penitência

A vigilância é absolutamente necessária em todos os momentos e circunstâncias de nossa vida, porque – como diz São Paulo – “os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne” (Gl. 5, 17). Pio XII escreve: “Se algum fosse indulgente, ainda em coisas mínimas, com as seduções do corpo, facilmente se sentirá miserável para aquelas obras da carne que o enumera o Apóstolo (cf. Gal 5, 19-21)” (Cf. Sacra Virginitas, n. 35).

É necessário velar sobre os movimentos das paixões e dos sentidos, “refreá-los com uma vida austera e com penitências corporais – diz Pio XII no mesmo lugar – para submetê-los à reta razão e à lei de Deus: “Os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, com as paixões e concupiscências (Gl 5, 24)”. Todos os Santos vigiaram seus sentidos e paixões. Até quem não pode, por alguma razão, fazer penitência corporal, ao menos não pode desculpar-se de estar alerta e de fazer mortificação interior.

3º Apartar-se do perigo

Um dos conselhos mais sábios que nos têm legado os Santos é que “é mais fácil superar as seduções das paixões fugindo delas que combatendo-as de frente”. “Fujo para não ser vencido”, dizia São Jerônimo (Contra vigilante., 16; ML 23, 352). No que consiste esta fuga? Em evitar diligentemente a ocasião de pecar e, principalmente, em elevar a alma às coisas divinas durante as tentações, fixando a vista em Cristo virgem.

É verdade que não podemos “sair do mundo” fisicamente. Mas não devemos estar nele com o coração e os sentidos. Ninguém pode manter a pureza se não começar por evitar os olhares, conversações, pensamentos, não só impuros, mas também, inclusive, turvos. Por quê? Porque está escrito quem ama o perigo nele perecerá (Eclo 3, 27). E Santo Agostinho: “Não me diga que tem a alma pura, se tiver os olhos impuros; porque o olho impuro é mensageiro de um coração impuro” (Epist. 211, n. 10; ML 33, 961).

4º Cultivar o pudor

O meio mais efetivo para defender a castidade é educar e fomentar o “pudor”. Pio XII chama este sentimento “a prudência da castidade” (Sacra Virginitas, n. 40). “A pureza exige o pudor”, diz o Catecismo (Catecismo da Igreja Catolica, n. 2521). O pudor é parte integrante da moderação; não é uma virtude propriamente dita, senão um sentimento louvável que constitui os alicerces da virtude. Consiste em uma natural reserva e instinto de rejeição não já diante do pecado, mas a qualquer alusão indiscreta à sexualidade. Evidentemente esta disposição não é devida a uma concepção falsa da sexualidade (se este afastamento instintivo se devesse ao entendimento da sexualidade como pecaminosa em si, estaríamos diante de uma consciência errônea e doentia), mas ao respeito delicado à sexualidade (própria e alheia). “O pudor, diz Pio XII, não gosta de palavras torpes ou menos honestas, e aborrece até a mais leve imodéstia; evita a familiaridade suspeitosa com pessoas de outro sexo [ou do mesmo sexo, no caso da atração pelo mesmo sexo, e isso se a familiaridade for SUSPEITOSA, não qualquer familiaridade – observação nossa]; infundindo no ânimo a devida reverência ao corpo que é membro de Cristo (cf. 1 Cor 6, 15) e templo do Espírito Santo (cf. 1 Cor 6, 19) (Sacra Virginitas, n. 40).

O pudor se alimenta do temor filial de Deus, quer dizer, do amor que teme ofender a quem ama. Apoia-se, também, na humildade. Quem quer ser puro, tem que ser também humilde; pois diz Santo Agostinho: “… a virgindade… tem que vigiar-se para que não se corrompa com a soberba… quanto mais [valioso] parece-me este dom, mais temo não deva desaparecer pela soberba”. A muitos castos a soberba tem feito cair na impureza.

5º Equilíbrio geral

Do ponto de vista puramente natural, é importante, também, manter uma boa higiene física, uma alimentação equilibrada, exercício físico e descanso.

B) Os meios sobrenaturais

Evidentemente não bastam os meios naturais; terá que recorrer também aos meios sobrenaturais, pois a castidade é um dom de Deus. De maneira particular, terá que se apelar a:

1º A oração.

Falando do dom da castidade, diz São Jerônimo que “foi concedido aos que o pediram, aos que o quiseram, aos que trabalharam por recebe-lo. Porque todo aquele que pede, recebe. Quem busca, acha. A quem bate, abrir-se-á (Mt. 7, 8)” (Comm. In Matth. XIX, 11; PL 26, 135. Citado por Pio XII, Sacra Virginitas, n. 43). E Santo Afonso ensina que não há meio tão necessário para vencer as tentações contra a castidade, como a oração a Deus” (Prática do Amor a Jesus Cristo, c. 17).

2º Os sacramentos da Confissão e a Eucaristia

A oração se deverá acrescentar a confissão frequente, que é medicina espiritual que purifica e cura. E também a Eucaristia que foi chamada, neste sentido, “remédio contra a sensualidade” (Leão XIII, Enc. Mirae caritatis, do dia 28 de maio de 1902 – AAS 36, 641). A Eucaristia, recebida com as devidas disposições, faz puros os corações, porque se recebe ao Autor de toda Pureza.

3º A devoção à Virgem Santíssima

Por último, um meio excelente para conservar a castidade (ou recuperá-la quando se perdeu) é a solida devoção à Virgem Mãe de Deus. “Em certa maneira, dizia Pio XII, esta devoção contém em si todos os outros meios; pois quem sincera e profundamente a vive, tem-se que sentir impulsionado a velar, a orar, a aproximar-se do tribunal da Penitência e ao Banquete Eucarístico.” (Sacra Virginitas, n. 45).

Maria Santíssima é Virgem das virgens e “mestra de virgindade”, com diz Santo Ambrósio (De institutione virginis, 6, 46; ML 16, 320). Santo Agostinho escreveu que “pela Mãe de Deus começou a dignidade virginal” (Serm. 51, 16, 26; PL 38, 348). E São Jerônimo assegurou: “Para mim a virgindade é uma consagração em Maria e em Cristo” (Epist. 22, n. 16; PL 22, 405). Por isso sigamos os conselhos de São Bernardo: “Procuremos a graça, e procuremo-la por Maria” (In nativitate B. Mariae Virginis, Sermo de acquaeducto, n. 8; PL 183, 441-442).

C) Concluindo

Estes são os meios gerais. Quando se trata de um vício fortemente enraizado, estes mesmos meios são os que levam a desarraigá-lo, mas atuando energicamente e depois da repetição de muitos atos. Só a prática virtuosa pode desarraigar um vício.

Se a impulsão para o vício já roça o comportamento anômalo, pode suceder que tenha raízes físicas ou psíquicas, e em tal caso, junto com os meios acima indicados, será necessário a ajuda de um médico de visão clara e serena, que realize um exame clínico geral e, de acordo com os resultados, indique alguns meios de ordem médica.

 

Fonte: (extraído de “O teólogo responde: respostas católicas a dúvidas e objeções dos homens do terceiro milênio”, do Padre Dr. Miguel Ángel Fuentes, do Instituto do Verbo Encarnado). http://www.couragebrasil.com

5 Mitos sobre a masturbação

Atualmente talvez muitos de nós já nos deparamos com a situação de que a masturbação é incentivada por profissionais da area de Humanas, especialmente psicólogos, e até mesmo em salas de aula, parecem que combinam, pois os pressupostos são sempre, que é importante a masturbação para conhecimento sexual de si, ou que é bom para aliviar a tensão, que é algo natural, enfim e ainda para surpresa de muitos, alguns lideres religiosos parecem ser indiferentes quanto a prática desse vício.

O coordenador de grupo de jovens Brian Kissinger que ensina Teologia do Corpo nas escolas, resolveu enumerar cinco mitos sobre a masturbação. Conta ele que…

“Um dia, quando a aula estava terminando, um dos estudantes me perguntou uma questão que eu pensei que fosse uma piada. Ele queria saber se era verdade que a pessoa explode caso não se masturbe regularmente.

Custou um pouco para que eu percebesse que ele estava sendo completamente sério, e foi então que eu percebi que nosso mundo se tornou um mundo muito confuso.”

Aqui estão cinco mitos sobre masturbação que eu acredito terem infectado nossa cultura:

Mito nº 1: Só homens se masturbam

Muito embora sejam os rapazes a fazer piadinhas sobre masturbação, a verdade é que esse é um assunto que também afeta muitas mulheres. Assim como acontece em outros assuntos ligados à sexualidade, o que é assunto de piadas para os homens é fonte de vergonha para as mulheres que sofrem com isso.

Até mesmo nos grupos de jovens, as palestras sobre castidade para os rapazes geralmente incluem o tema da masturbação, enquanto para as mulheres infelizmente esse assunto não é abordado com a mesma frequência.

Mito nº 2: Isso não pode ser pecado, é “natural”

A existência de algo na natureza nunca é um bom argumento para assuntos morais. Já ouvi gente usando esse argumento depois de descobrir que certos animais se masturbam.

Qualquer pessoa que tenha andado por aí pode confirmar que os animais fazem um monte de coisas estranhas. Já vi cachorros comendo o próprio vômito e macacos que brincam com seus excrementos, mas nenhuma dessas coisas “naturais” deve ser um exemplo a inspirar imitação.

Mito nº 3: Não faz mal a ninguém

Tudo que fazemos nessa vida serve como treinamento, seja para a virtude ou para o vício. Cada atleta, músico, ator ou atirador poderá lhe confirmar como a prática é importante. A masturbação nos treina a pensar que o desejo sexual é algo que deve ser satisfeito imediatamente, e reforça a idéia de que o sexo não passa de gratificação egoísta e instantânea.

Amar significa se doar e sacrificar os próprios desejos em prol de outra pessoa, e a masturbação nos treina para o contrário: fazer o que quer que seja, contanto que nos sintamos bem. A masturbação destrói lentamente, porém com eficácia, nossa habilidade em dar e receber amor verdadeiro.

Mito nº 4: É apenas uma maneira de aliviar as tensões sexuais

Você já leu nos jornais aquela história sobre o adolescente que entrou em combustão por causa da tensão sexual acumulada? Não? Eu também não. Simplesmente porque isso não existe. De acordo com essa lógica, as pessoas que se masturbam seriam as pessoas mais sexualmente puras e em paz que existe.

Isso seria mais ou menos como falar para alguém controlar a raiva esmurrando outra pessoa, porque seria uma boa maneira de “aliviar as tensões”. Não vale a pena sentir a culpa, a vergonha e a solidão que estão ligada ao pecado apenas por uma sensação momentânea de alívio.

Mito nº 5: É só uma fase que você está passando

Assim como acontece com todos os pecados, a masturbação não vai simplesmente embora com o tempo. Na verdade ocorre o oposto: quanto mais fazemos, mas nos tornamos escravos do hábito. Não é um problema que desaparece magicamente com o casamento.

Há tantos casamentos que foram arruinados por causa do vício da masturbação de um dos cônjuges… Quando um marido ou uma mulher se volta a si mesmo para gratificação sexual, o outro cônjuge vai naturalmente se sentir inadequado(a).

Mas saiba que há esperança, independente de seu passado, de seus hábitos, ou de sua falta de força de vontade.

Deus não está torcendo por você à distância; Ele vive em você para lhe dar força onde você é fraco. Corra para o Sacramento da Reconciliação (confissão) e você encontrará cura e liberdade.

Brian Kissinger vive em Fairfax, Virginia, Estados Unidos

Fonte:http://vidaecastidade.blogspot.com.br/

Liberdade para amar – Christopher West fala sobre a castidade

A essência da castidade consiste em prontidão a rejeitar o sexo porque é mau, pervertido, sujo, e maligno? Não!
A essência da castidade consiste não na prontidão em rejeitar a sexualidade, mas na prontidão em afirmar o valor da pessoa em qualquer situação. E em elevar ao nível desse valor da pessoa todas as reações que temos em nosso coração pelo corpo e sexualidade da pessoa.