Como é possível a pureza? Testemunho de Crystalina Evert

O testemunho de Crystalina Evert é, sem dúvidas, um dos grandes responsáveis pela minha conversão pessoal, de mulher, e consequentemente pela posterior reflexão a respeito do estilo de vida que levei durante muito tempo, em relacionamentos desordenados e distantes da perspectiva do verdadeiro amor.

O testemunho está em uma das conferências que o casal Evert promove em todo o mundo para adolescentes e jovens na fase colegial.

Crystalina:

“Tive meu primeiro relacionamento sério quando estava no ensino médio. Durante o tempo, acreditávamos estar muito apaixonados e tudo era uma maravilha. Pouco a pouco o nosso tratamento foi ficando muito físico. Lentamente, a pressão começou a aumentar. Ele dizia: “se você realmente me ama… prove”.

E então, com 15 anos, eu perdi minha virgindade. Pensei que isso criaria um laço afetivo mais forte entre nós, pensei que estaríamos mais unidos, apaixonadíssimos. Na realidade, acabou destruindo tudo que restava de amor na relação. E o respeito? Foi-se pela janela.

Por que se eu era incapaz de respeitar o meu próprio corpo, como ele iria respeitar?

Depois de um tempo, com as coisas acontecendo dessa forma, ele já não estava mais comigo, ele simplesmente passava um tempo com o meu corpo.

Mas acontece que uma garota sabe quando ela está sendo usada. No fundo do seu coração ela sabe. Ela pode negar, pode dissimular, mas ela sabe. E eu sabia.

Pouco tempo depois estávamos sempre discutindo, ele me traía, e nossos caminhos se separaram. Nunca me esquecerei do dia em que ele me deixou pela última vez. Enquanto ele saía, eu só era capaz de pensar: “ele leva consigo algo que nunca pertenceu a ele”. Mas eu já não podia recuperar isso.

Certo dia eu falava deste assunto com minhas amigas,  e me decidi: “se um rapaz for capaz de sair comigo por, uns 6 meses, sem tentar dormir comigo, seguramente este me ama.”

Mas quando paro hoje pra pensar em “6 meses”,  6 meses era o preço que valia o meu corpo? Um pouco mais de tempo, de atenção…assim se definia o amor? Mas apesar de tudo,  eu segui pensando assim por muito tempo.

Aquele tinha sido o primeiro cara com quem eu dormi, mas não foi o último, porque aquilo iniciou um ciclo vicioso, e em pouco tempo eu estava presa dentro dele.

E já não os acuso dizendo que os homens é que são o problema. Pelo contrário. Estou convencida de que os homens serão tão cavalheiros quanto nós mulheres formos damas. Mas eu não agia e nem me vestia como uma dama, por isso eles não viam nenhuma necessidade de se elevarem e de se portarem comigo como cavalheiros.

Hoje acredito que muitas meninas acabam cedendo e fazendo sexo com os rapazes com o intuito de receberem deles o amor. E os garotos oferecem “amor” para obter sexo delas, e isso pode funcionar em ambas as direções.

Mas então, com aquela atitude, me lancei nas festas, na bebedeira, nos grupinhos. Em tudo o que vocês puderem pensar eu estava me divertindo, e é atraente, sei bem como é. Mas também sei como era acordar no dia seguinte, quando a festa havia acabado, os amigos haviam ido e eu estava só. Sei o que é acordar pensando: “não acredito no que fiz ontem à noite”, “espero não ver a cara dele no pátio da escola, na segunda-feira”, “e se ele contar pra todo mundo?”, “e se eu eu estiver grávida? O que vou dizer pra minha mãe?”, “e seu tiver pegado uma doença?”. Estas coisas me vinham constantemente à cabeça.

Na noite anterior minhas amigas sempre diziam: “é só um jogo divertido, não se preocupe, não tem importância”. Mas posso garantir que pela manhã o jogo havia acabado, e eu acordava me odiando, com nojo e com arrependimento. No fundo do meu coração eu sabia que aquilo não valia a pena.

Quando eu já levava um tempo nesta vida, minha mãe desconfiou, e quanto mais eu pensava que a enganava, mais eu me enganava.

Um dia ela me disse: “Crystalina, tem uma palestra sobre relacionamento em que você deve ir”.  E eu disse: “Você está de brincadeira? Não quero ouvir um puritano falando sobre sexo. Obrigada, mas não”. Ela insistiu dizendo que eu iria querendo ou não. E eu disse: “Ok, vou, me sento no fundo por 15 minutos e depois caio fora. Vou para a festa ver meus amigos, não tenho tempo”.

Nos 15 minutos que passei sentada ali, minha vida mudou.

Era um cara muito sincero, franco e realista quem falava. Ele falou das meninas, do sexo, da pornografia, das festas… ele havia se metido em tudo isso e havia saído. Eu sentia como se ele pegasse na minha mão e caminhasse pela minha vida, como se ele pudesse ver  as coisas ocultas que mais me envergonhavam, e pensei: “Qual a diferença? Ele fez o mesmo que eu”.

Mas eu o observava e via a paz, a alegria e a segurança que ele demonstrava, e eu não via isso nos meus amigos, nos lugares em que eu ia à noite e, definitivamente, nem nos caras com quem eu saía. E eu buscava isso.

Sobretudo, aquele homem tinha uma qualidade que eu desejava mais que tudo: não se envergonhava de si mesmo.

Eu, sentada em minha cadeira, tentava me lembrar de algum dia que não tivesse sentido vergonha de mim desde que comecei esta vida; não me lembrava de nenhum. Nem um só dia de verdadeira paz e alegria, sem preocupações sobre o que fiz na noite passada, no sábado, no mês anterior… nunca tive paz, andava sempre preocupada.

Entendi, então, que precisava retirar minha honra do fundo do poço e elevá-la o mais alto possível, e que precisava começar respeitando o meu corpo, pelo menos dessa vez. Naquela mesma noite, em casa, escrevi todas as coisas que eu havia feito de mal, e eram muitas, o resultado era esmagador. Em seguida escrevi tudo o que o cara da palestra havia falado,  meti tudo em um envelope e coloquei no meu quarto, porque sabia que no fim de semana viriam as tentações -e posso garantir a vocês: sempre haverão tentações, mas sempre teremos a esperança de vencê-las- e de certa forma, aquele envelope era  minha esperança.

No fim de semana havia uma festa, minhas amigas, garotos… e eu corri para ler meus escritos. Era duro o que me esperava, mas em vez de ceder, escrevi outra carta, e frente à cada tentação de voltar à vida passada, relia minhas cartas e escrevia outra.

Guardo um monte de cartas com os “não” que eu disse em minha vida. Jason (meu noivo) esperou sua futura esposa até os 27 anos, daqui a duas semanas nos casaremos, e eu não posso dizer, sem mentir, que naquelas noites de festas, e naqueles finais de semana de farra com meus amigos, eu me contive por amor a ele, que respeitava o meu corpo por amor ao meu futuro esposo, porque não o fiz, não vou mentir. E posso olhar tranquilamente nos olhos de vocês e dizer que, no entanto, em todos os dias de vida que me restam, vou olhar nos olhos dele e isso me destrói. Pensar que deixei que roubassem um dom que era só para ele e mais ninguém…

Jason sabe de tudo o que fiz em meu passado, sabe e me aceita, e me quer pelo que eu sou agora, isso é o mais importante.

Quando rompi a vida com meus amigos, muitos deles acharam que era piada, pensavam que era brincadeira, riam constantemente de mim dizendo: “você agora é uma puritana? Quer nos converter? Qual é o seu problema?”. Eles simplesmente não entendiam, só sabiam rir de mim o tempo todo.

Um dia, em casa, contei a minha mãe tudo o que estava acontecendo, e o melhor conselho que ela pode me dar foi: “Não se preocupe com isso, não faço caso. Você está fazendo o que é certo”.

Então eu digo a você: se alguém zomba de você por viver uma vida de pureza, castidade e respeito ao corpo, grave as brincadeirinhas. Grave cada palavra que te digam, chegue em casa e escreva em um caderno, se quiser. Porque quando você estiver diante da sua esposa, do seu esposo, no dia do seu casamento, você vai me dizer: “onde estão as brincadeirinhas? Onde estão as piadas?”, quem vai rir de você, então? Ninguém. Haverá um completo silêncio neste dia, e qualquer um dos que zombava de você desejaria poder pagar uma fortuna para estar no seu lugar quando você prometer: “te honrarei e te respeitarei todos os dias da minha vida”.

Aos que preservam sua virgindade, eu digo: tenho o maior respeito por vocês. E penso que isso é impressionante, não se envergonhem disso, se orgulhem. Eu conheço muitos que queriam estar entre vocês, e eu sou uma.

Quanto aos que cometeram erros no passado, não me importa onde estiveram, o que fizeram. Eu também estive e fiz, e nunca é tarde para recomeçar, o que importa agora é para onde você vai a partir daqui.”

 jason-crystalina

*Crystalina Evert atualmente é casada com Jason Evert, são um um casal católico que dirige o Chastity Project, um ministério voltado para jovens e adolescentes. Crystalina dirige ainda o Women Made New, um ministério para mulheres. Ambos promovem palestras em todo o mundo sobre a virtude da castidade baseados na Teologia do Corpo, de São João Paulo II. Jason e Crystalina Evert são autores de vários livros com a temática castidade.

Fonte: amocacatolica.wordpress.com

Pornografia x Disfunção erétil

Um número cada vez maior de homens jovens está sofrendo problemas de saúde sexual, como disfunção erétil, por causa do consumo exagerado de pornografia virtual. O alerta é de uma das principais psicoterapeutas britânicas.

Segundo Angela Gregory, da Universidade de Notthingham, homens entre 18 e 25 anos são os mais suscetíveis a sofrer com o vício em pornografia online. Ela acrescenta que grande parte dos acessos ao material pornográfico se dá por meio de celulares e laptops.

“O que eu vi nos últimos 16 anos, particularmente nos únicos cinco anos, foi um aumento no número de pacientes relatando problemas de saúde sexual”, diz ela. “No passado, homens com disfunção erétil que nos procuravam eram mais velhos, e o problema estava associado a diabetes, esclerose múltipla ou doenças coronarianas. Mas essa situação mudou”, acrescenta.

Angela destaca que os pacientes mais jovens não apresentam nenhuma dessas doenças. “Eles não têm nenhuma doença orgânica; já foram consultados por clínicos-gerais e tudo parece normal”, explica.

“Mas mesmo assim apresentam disfunção erétil. Por isso, uma das primeiras perguntas que faço aos pacientes é sobre o volume de pornografia que eles consomem, bem como seus hábitos de masturbação. Isso pode ser a raiz do problema para entender por que eles não conseguem manter uma ereção com seu(sua) parceiro(a)”, acrescenta.

Vício

O britânico Nick (nome fictício) confessa que começou a consumir pornografia na internet quando ganhou seu primeiro laptop, aos 15 anos. “Rapidamente, fiquei viciado. Via pornografia todos os dias”, diz.

“Não havia nada que me estimulasse. Por causa disso, com o passar do tempo, passei a procurar conteúdo cada vez mais exagerado para conseguir ter uma ereção”, relata. “Isso passou a prejudicar minha vida. Nunca sonharia em colocar em prática o tipo de pornografia que consumia”, acrescenta.

Não demorou muito para que Nick começasse a sofrer com problemas de saúde sexual.

Sem ereção

“Descobri que quando estava na cama com uma mulher, apesar de me sentir atraído e querer fazer sexo com ela, nada me excitava. Meu impulso sexual estava totalmente focada na pornografia”.

“No meu ápice, provavelmente via pornografia online por duas horas todos os dias.”

Quando percebeu que tinha um problema, Nick decidiu procurar ajuda. “Tive uma consulta com uma médica, e ela me disse que eu não tinha nenhum problema de saúde. Por outro lado, me falou que vinha ouvindo relatos similares de muitos pacientes com o mesmo problema.”

Como parte de sua reabilitação, Nick passou 100 dias sem consumir pornografia virtual e ficou aliviado quando as coisas começaram a voltar ao normal.

“Minha libido voltou e encontrei uma menina. Foi ótimo”, conta. “Pela primeira vez, fui capaz de flertar e depois de algum tempo fazer sexo normalmente. Me senti equilibrado e feliz”.

Apoio

Depois de vencer o vício, Nick passou a oferecer apoio a outros usuários com o mesmo problema. “Quando me recuperei, passei bastante tempo em fóruns na internet para ajudar outras pessoas que estavam passando pela mesma situação”.

“Hoje, há muito mais informação disponível do que no passado. Você deve conversar com seus amigos, pessoas que estão próximas de você ou naquelas em quem você confia. Não se preocupe, há muitas pessoas no mesmo barco”, recomenda.

Angela Gregory é psicoterapeuta.

 

Fonte: http://saude.ig.com.br/

Carência afetiva feminina… Como lidar com isso?

Nossa afetividade é parte integrante de nossa sexualidade. A sexualidade engloba mais que o ato sexual. É uma dimensão da nossa condição humana manifestada em nosso sexo (feminino) e expressa desde nossa forma anatômica até na visão que temos do mundo. A carência afetiva se manifesta em nós, mulheres, como um desequilíbrio na dimensão afetiva de nossa sexualidade, isto é, em uma dificuldade de nos sentirmos amadas. Ideias equivocadas sobre nossa condição de mulher podem nos levar a sofrimentos desnecessários e dificuldade nos relacionamentos. Para entender um pouco melhor sobre como lidar com a carência afetiva, devemos, antes, atentar-nos para alguns pontos:

  1. Mundo é um meio

Qualquer coisa que você fizer neste mundo -qualquer – é um meio, um caminho, não uma finalidade. Casar? Trabalhar? Ter filhos? Viver solteira? Em qualquer das situações, os anos que vivemos aqui na Terra, as relações sociais que cultivamos, nossos estudos, trabalho, vocação, tudo é um caminho dentre vários que temos para viver nossa vida da melhor maneira possível. O problema é quando fazemos dos meios um fim. Se fizermos da nossa vocação ao matrimônio um fim, todas as dimensões da nossa vida terão como finalidade o matrimônio, e aí a vida fica desordenada. Se seu futuro marido não é como você imaginava, ou se você não consegue encontrar um cara decente para namorar, ou se você, já casada, não está contente com os afazeres e a rotina, tudo isso torna-se um fardo e leva as pessoas ao estado de tristeza e depressão quando se toma o casamento como um fim em si mesmo.

Muitas vezes nosso apego a bens e pessoas cega nossa capacidade de ver novos horizontes, nossas possibilidades, novos rumos. Isso porque nos esquecemos que tudo nesta vida é passageiro, inclusive nós, e que devemos viver cada dia como uma oportunidade de tornar melhor nossa vida e a das outras pessoas.

  1. Visão errada sobre o ato sexual

Já vi muitos exemplos de pessoas enxergando o sexo como algo sujo. Em outro lado, vejo a todo momento notícias, propagandas e comentários banalizando a relação sexual e reduzindo-a à troca de prazer. Em qualquer das situações a visão sobre o sexo está equivocada. O ato sexual une o casal e se abre para gerar uma nova vida. É não somente um ato de recepção de prazer, mas também de entrega de si através do próprio corpo.

É importante colocar o sexo dentro do casamento, pois, especialmente para nós, mulheres, a relação sexual faz com que nos sintamos mais ligadas ao homem. No matrimônio temos esta ligação dentro de uma “barreira” espiritual: não é para qualquer um que estamos entregando nossa intimidade, mas para o nosso marido. Temos confiança. Temos segurança de que no dia seguinte não nos levantaremos e cada um irá para sua casa. Essa entrega não é apenas passageira, mas transcende o tempo do prazer sexual. Ela é uma doação cotidiana, constituída de pequenos atos de cuidado, carinho, esforço e mortificações que fazem parte da convivência diária no casamento. A carência está ligada, muitas vezes, não à entrega, mas à recepção momentânea de afetividade. É por isso que colocar o sexo como algo livre de compromisso faz com que nos sintamos usadas, objetificadas e desprotegidas. Isso tende a aumentar nossa carência e diminuir nossa auto confiança.

  1. A alma e a sexualidade feminina

Que somos diferentes dos homens em questões anatômicas, fisiológicas e psicológicas, creio que todos concordam (há um resumo simples sobre isso aqui).

Como seres humanos, somos constituídos de corpo e alma. Esse “composto” (corpo + alma) é inseparável. Se nossa alma não está bem, nosso corpo também não estará, e vice-versa. Portanto, quando falamos sobre sexualidade, é importante lembrar que esta se relaciona tanto ao nosso aspecto físico, quanto ao nosso aspecto espiritual, e que ambos estão interligados.

Assim como o orgão sexual do homem é mais exterior, sua sexualidade também é mais exterior. O homem gosta de olhar, de ver a beleza feminina. A mulher, bem como seu orgão sexual, é mais interiorizada. Ela gosta de ser olhada, de ser cortejada, de se sentir amada.

É, portanto, normal para nós (para algumas mais, para outras menos, de acordo com personalidade e temperamento) esta necessidade de afeto e de que nos olhem.

Inclusive é normal que em nosso período fértil estejamos mais desejosas de carinho – faz parte da nossa natureza!

O problema está, mais uma vez, no desordenamento disso tudo.

Quando não compreendemos as duas questões anteriores – o que é o sexo e que tudo nesta vida é um meio – tendemos, como mulheres, a dar vozes às nossas carências. Podemos cair na luxúria, em um extremo, ou na completa negação de nossa sexualidade, em outro.

A luxúria, neste caso, não é apenas fornicação, mas também a busca por um objeto afetivo. Se o homem tem tendência a transformar a mulher em objeto sexual, a mulher tem tendência a transformar o homem em objeto de seu afeto. Isso significa depositar em alguém todas as suas carências, querer atenção a todo momento, brigar com o homem quando ele não age como o esperado, cultivar ciúmes sem fundamento e tirar a paz do casal.

Por outro lado, temos algumas mulheres que negam sua sexualidade, porque acham que os desejos que sentem são sempre sensações impuras.

Os dois lados são perigosos. No caso de transformar o homem em objeto afetivo, o que falta à mulher é deixar o relacionamento fluir, não ter medo do futuro, pois entra no que foi exposto no primeiro tópico: transformar o namoro/casamento em um fim em si, e não em um meio. É normal querermos atenção, afeto e ficarmos com ciúmes. Mas a nossa vida não pode depender do nosso namorado/marido! Os homens gostam de espaço, e um relacionamento saudável requer que ambos tenham tempo para si mesmos. Os homens são diferentes da gente. Enquanto estamos colocando mil minhocas na cabeça que eles podem não estar mais interessados em nós porque ficaram algumas horas sem nos dirigir a palavra, eles estão tranquilos, na boa, preocupados com outras coisas (o time de futebol ou um problema no trabalho, por exemplo). Aproveite seu tempo livre para sair com as amigas, ir à Igreja, ficar com seus pais ou avós, fazer alguma obra de caridade ou até praticar algum esporte. Nestas situações é que exercitamos o desapego!

No caso das mulheres que negam sua sexualidade, isso deve ser trabalhado com ajuda espiritual e de um profissional da saúde mental. O que ocorre, nesta situação, é uma dificuldade de compreender a sexualidade. O desejo e atração não são maus em si.  É muito bom que um casal se deseje, afinal, é isso que diferencia, em muito, você namorar um cara e não apenas ser amiga dele. O desejo transparece em muitos atos: beijos, abraços, toques, demonstrações de afeto. O problema reside quando este desejo está fora das rédeas e nos leva a usar a outra pessoa como objeto.

Por fim, a carência desordenada faz uma mulher querer se vestir de maneira vulgar. Não há nada de errado em se vestir bem, usar roupas da moda, maquiagem e um perfume suave. Ser modesta não significa ser brega. Há mulheres escrupulosas que acham que ficar bonita é algo errado, pois chama a atenção dos homens. De maneira alguma!  O erro está em mostrar determinadas partes do corpo de maneira inapropriada, e fazer com os homens SÓ olhem para os atributos físicos. A filósofa Edith Stein, ao estudar a mulher, constatou que a alma ordenada é feminina, discreta e modesta. Se buscarmos a ordenação de nossa alma, as virtudes crescerão juntas, e saberemos, aos poucos, discernir muitas outras questões, entrando as vestimentas neste quesito.

  1. Buscando a ordem

Eu percebo que hoje os homens estão tão acostumados com mulheres fáceis que quando encontram uma moça discreta em seus modos, esta passa a imagem de que é fria ou de que não está interessada no relacionamento. Acontece de determinados temperamentos serem mais frios (eu, por exemplo, sou uma pessoa que não sabe demonstrar afeto), mas acontece de outros serem quentes demais.

É por isso que devemos buscar o equilíbrio. Nesse sentido, mortificações são válidas para contrariarmos nossa vontade e aprendermos a fazer sacrifícios – por nós e pelos outros. Comer uma comida sem tempero, deixar de comer um doce quando se tem vontade, tomar água em temperatura ambiente quando se gostaria de tomar água gelada: estes pequenos atos são exemplos de pequenas contrariedades que nos ajudam a entrar num espírito de sacrifício e, posteriormente, de equilíbrio.

Sobre a carência afetiva, em suma, é normal que nós, mulheres, sintamos necessidade de sermos olhadas, de nos vestirmos bem, de recebermos afeto. O problema está quando isto se torna uma obsessão, ou quando estamos buscando saciar esta necessidade alimentando uma sexualidade desregrada. Nesse caso, é preciso investigar as raízes (aqui no texto apontei algumas). Pode ser que sua carência seja algo mais profundo, talvez tenha a ver com algum sofrimento de sua infância ou adolescência. Assim, é preciso auxilio profissional para que você identifique e resolva estes problemas.

Uma mulher que busca mais doar que receber amor, que tem a alma ordenada e conseguiu se resolver em termos afetivos, se torna muito mais atraente, sabe seu valor e sua dignidade, e constitui casamentos muito mais felizes. Isto porque ela primeiro se colocou em ordem como pessoa antes de se unir e colocar em ordem uma família.

 

Adaptado do original (com mais informações) do blog Modéstia&Pudor

Por Letícia M Barbano do site http://www.semprefamilia.com.br/

O amor é exclusivo, ou podemos nos apaixonar por duas pessoas ao mesmo tempo?

Há paixões que parecem acontecer bruscamente, sem que percebamos.
Por isso se fala de amor a primeira vista.

O deus pagão Cupido, responsável por estes amores, se representa como um menino com asas, armado com uma flecha que transpassa os corações dos amantes. Se sugere assim a ideia equivocada de que o amor ocorre sem que possamos fazer nada. Felizmente, não é assim: o amor precede de nossa liberdade. Podemos nos sentir bem na presença de outra pessoa e como ela nos trata. Mas isso não é sinal diretamente de amor Verdadeiro. Pois isso você pode sentir com várias pessoas.
As coisas mudam quando nos envolvemos pessoalmente no amor para construir uma intimidade comum com o outro. Aqui é importante compreender que a outra pessoa é única, em seu corpo e espírito. Por isso, se experimenta uma exclusividade progressiva nesse amor. Já não se pode ter isso com duas ou mais pessoas. Quando acreditamos que estamos apaixonados não podemos nos concentrar só na intensidade de nossos sentimentos. Eles podem mudar com rapidez e inclusive se apagar.

O que determina um amor verdadeiro não é a força do sentimento, mas a intenção de viver para o outro. Por tanto, amar não é algo que simplesmente me acontece passivamente. É um processo em que a outra pessoa vai se convertendo pouco a pouco em um objetivo da minha vida (e assim, em uma vocação). Não é um mero momento que me fascina, mas um chamado, cuja a resposta requer amadurecimento interior e fidelidade no tempo.

O amor não depende de um momento da fascinação, e sim de uma desposta voluntária e livre que damos a um chamado. Ao aprofundar o conhecimento de outra pessoa, se amadurece na relação mútua e é possível construir uma vida comum, conteúdo próprio da promessa matrimonial.

 

Fonte: 30 perguntas e respostas de João Paulo II.
Referência: http://grupo-crescer.blogspot.com.br/

Por que fechamos os olhos durante o beijo?

Fazemos isso quase sem nos dar conta: à medida que nossos lábios se aproximam quando vamos dar um beijo na boca, nossos olhos fecham, praticamente, de forma instantânea. Mas por que fazemos isso?

Uma equipe de psicólogos do Royal Holloway College, da Universidade de Londres, acaba de dar uma resposta. E, segundo os cientistas, a chave está no cérebro.

Tarefas simultâneas

De acordo com os pesquisadores que analisaram diversas experiências sensoriais visuais e táteis, fechar os olhos permite que nosso cérebro se concentre mais na tarefa em questão. É mais difícil para nossa mente processar um sentido quando está recebendo um estímulo visual ao mesmo tempo.

“A consciência do sentido do tato depende do nível de carga perceptual em uma tarefa visual simultânea”, dizem as psicólogas cognitivas Polly Dalton e Sandra Murphy, autoras do estudo publicado na “Revista de Psicologia Experimental: Percepção Humana e Rendimento”, da Associação Estadunidense de Psicologia (APA).

Mas para chegar a essa conclusão os pesquisadores não precisaram estudar como as pessoas se beijam. Ao invés disso, foram dadas aos participantes do estudo diversas tarefas visuais que deveriam completar, enquanto os cientistas mediam seus sentidos do tato e da visão.

Recursos mentais

Os resultados mostraram que somos menos sensíveis ao tato quando nossos olhos trabalham mais. Quando beijamos e executamos ao mesmo tempo outras atividades prazerosas, como dançar ou ter uma relação sexual, queremos nos focar mais no sentido do tato do que nos outros. Por isso, faz sentido que nossas pálpebras se fechem.

“Fechar a entrada visual nos deixa mais recursos mentais disponíveis para nos concentrar em outros aspectos de nossa experiência”, diz Dalton. “Já se sabia que aumentar as demandas de uma tarefa visual poderia reduzir outros estímulos visuais e auditivos. Mas nossa investigação amplia esse enfoque para o sentido do tato”, afirma Murphy.

Esses resultados proporcionam “a primeira demonstração sólida do adormecimento por falta de atenção”, sustentam as autoras do estudo. Quando distraímos nosso cérebro com imagens, nosso tato não funciona tão bem; quanto mais estímulo visual, menos sensibilidade tátil.

Você pode experimentar da próxima vez que for beijar alguém: não desfrutará tanto da experiência com os olhos abertos.

 

Fonte: http://www.semprefamilia.com.br

Minha namorada às vezes fica zangada comigo porque eu olho para outras garotas. O que devo fazer?

É compreensível que você se sinta atraído por mulheres atraentes. Esse é o modo com que Deus nos fez. Mas quando nos comprometemos com uma mulher, precisamos usar nossa força de vontade para manter nossos olhos (e nosso coração e mente) para aquela que escolhemos, por respeito a ela. Isso nem sempre é fácil, considerando a maneira com que a maioria das garotas se veste hoje em dia.

Mas é sempre possível. Comece deixando de olhar para outras garotas quando sua namorada não estiver com você, e será mais fácil ter controle sobre seus olhos quando sua namorada estiver ao seu lado.

Quando você fixa o olhar em outra mulher, é como se você estivesse dizendo para sua namorada que ela não é o bastante para você. Pode ser que você nem se sinta assim, mas é a mensagem que você passa. Apenas imagine como você se sentiria se ela estivesse sempre olhando e admirando outros rapazes. Para mostrar seu amor por ela, mantenha os olhos nela.

Se você vislumbrar uma mulher bonita, volte sua atenção para sua namorada. Quando for sair para um restaurante com ela, sente-se na cadeira voltada para a parede, para que ela saiba que sua atenção está nela e não naquela bonita garçonete que passa ao lado. São esses pequenos desafios em um relacionamento que provam seu amor…

Por Jason Evert (www.castidade.com)

 

Fonte: http://teologiadocorpo.com.br/

Correção é sinal de amizade verdadeira

Há um princípio fundamental em qualquer amizade: ela deve nos fazer crescer. Como uma árvore boa é podada para poder dar frutos bons, assim também, durante a caminhada de crescimento e de amadurecimento, o ser humano precisa de algumas boas “podas”. Passar por esse processo não é fácil e, muitas vezes, nem aceitamos que qualquer um nos pode. Por isso Deus coloca algumas pessoas especiais em nossas vidas não só com a oportunidade, mas com a missão de nos corrigir para nos fazer crescer.

Monsenhor Jonas Abib, certa vez, escreveu que existem situações de nossa vida nas quais, muitas vezes, só o amigo é capaz de nos corrigir. O conhecimento mútuo, ou seja, a intimidade que uma amizade gera entre duas pessoas, produz um entendimento tão profundo da alma do amigo que nos permite saber a forma e quando corrigi-lo. O amor compartilhado é capaz de abrir “compartimentos lacrados” de nosso coração, os quais precisam da luz da verdade sobre as nossas misérias, para que estas possam ser curadas.

Por causa da abertura de alma que há numa amizade um amigo é capaz de chegar aonde ninguém consegue. Ele é capaz de atingir e tocar nos pontos mais delicados de nossa história, de nossa vida, com toda a maestria que só o amor é capaz de suscitar. São feridas nas quais ninguém havia tocado, mas que somente um amigo é capaz de tocá-las e curá-las com seu amor.

Um bom amigo é como um bisturi nas mãos de Deus, capaz de rasgar a nossa alma para que todas as mazelas sejam expelidas e o coração possa ser curado. Esse processo é muito doloroso no início; não é fácil aceitar a correção e escutar tantas verdades da boca de alguém. Muitas vezes, isso fere, machuca e realmente arranca pedaços, mas, logo depois, o bálsamo do amor do amigo é derramado; consolando, aliviando e cicatrizando as nossas feridas. Alguém precisa fazer o serviço, por isso Deus usa dos nossos amigos. Ele sempre se utiliza de alguém para agir em nossa vida, suscitando a pessoa certa para que, através do amor concreto, toque na ferida e cure o nosso coração.

Pressuposto de uma amizade madura e saudável é a correção. A Palavra de Deus nos ensina: “Corrige o amigo que talvez tenha feito o mal e diz que não o fez, para que, se o fez, não torne a fazê-lo” (Eclo 19,13). Amigo que não corrige, não faz o outro crescer e por isso não ama de verdade. Um relacionamento de amizade verdadeira em Deus não comporta omissão. É preciso haver verdade, sinceridade e por isso liberdade para poder corrigir, mas fazê-lo no amor. Quem ama quer o melhor para o outro e esse melhor, muitas vezes, exige correção.

Saber que alguém que está nos corrigindo nos ama não nos anestesia da dor da “poda”, mas nos traz segurança. Podemos até resmungar, nos irritar, no entanto, ouvimos e acabamos aceitando. Lá na frente veremos o quanto aquela exortação nos fez crescer e nos livrou de tantos sofrimentos.

Se um amigo o corrigiu, aceite a correção! Exortação não é questão de falta de carinho; pelo contrário, é ato concreto de quem ama e quer o melhor para nós. Se um amigo seu precisa de correção, não se omita! Não deixe que o seu medo de perder a amizade por ter de corrigi-lo o leve a perdê-lo definitivamente. Mostre o seu amor e se comprometa com a vida dele. Cumpra sua missão de amigo: corrija e o ganhe para sempre; o ganhe para Deus!

Por Padre Renan Félix – Paróquia Cristo Rei – Lorena / SP


Fonte: http://www.homemcatolico.com.br/